Livros de Marcia Tiburi publicados

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O MANTO – ORNITOMANCE DAS BERENICES

Por cerca de sete anos estive envolvida na escritura de O Manto (Record, 2009), terceiro volume da minha Trilogia íntima. Magnólia e A Mulher de Costas são os volumes anteriores. Os 3 livros possuem um tema comum, a intimidade. Mas não precisam ser lidos em ordem cronológica. Cada um encontra uma metáfora para explorar o tema da intimidade: em Magnólia é a casa, em A Mulher de Costas é a travessia de um deserto, em O Manto são nove fitas gravadas guardadas dentro de um armário. Dos três, O Manto é o que acredito ser o mais bem resolvido do ponto de vista formal. É também o mais ousado. E embora possa não parecer num primeiro folhear de páginas, ele é muito lógico e até mesmo matemático. Me diverti muito escrevendo, embora tenha sofrido muito também.

 

   
A MULHER DE COSTAS
Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2006

A Mulher de Costas é inspirado na lenda gauchesca da Salamanca do Jarau contada por Simões Lopes Neto, autor gaúcho do começo do século 20. De tanto ouvir e ler esta história resolvi contá-la do ponto de vista de uma das personagens, a princesa moura encantada na forma de uma salamandra com uma pedra vermelha incrustada na cabeça. Conto como ela atravessa um deserto e enfrenta o encantamento na forma animal. Acho que o livro fala da travessia de cada um quanto ao seu próprio corpo e as opressões externas que tentam nos transformar no que não somos.
Mulher de Costas
   
MAGNÓLIA
Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2005


O primeiro da Trilogia Íntima a ser publicado. Foi escrito 3 vezes. É meu outro eu que ali fala. Ou eu nenhum. O leitor que me diga se quiser. O leitor brasileiro é muito curioso, pois ele já está na segunda edição.
Magnolia
   
ERA MEU ESSE ROSTO
Record, 2012

Era Meu Esse Rosto é um romance que comecei a escrever em 1998 e que entreguei à editora em 2011. De tudo o que escrevi, este é o livro pelo qual tenho o maior e o melhor afeto. Trata-se de um romance baseado em uma história real que ouvi muito quando era menina. Contando um segredo bem baixinho, foi como me senti ao escrevê-lo. Daqueles que ouve somente quem lhe presta atenção sabendo guardá-lo como se fosse seu. A capa traz a imagem de uma foto dos anos 60 de Luiz Eduardo Achutti, meu amigo e meu ex-professor de fotografia. Ela foi uma chado ímpar, por revelar a alma – e o rosto - do meu livro. A orelha é de um poeta maravilhoso Donizete Galvão e a apresentação generosa de Regina Zilberman, professora de Literatura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, me encheu de alegria.

Magnolia
 



 
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FILOSOFIA CINZA - A MELANCOLIA
E O CORPO NAS DOBRAS DA ESCRITA

Porto Alegre, Escritos, 2004


Meu testamento intelectual se é que tem cabimento em se falar nisso. Este livro carrega reflexões de anos. Foi um laboratório de pensamento onde pude reconhecer e elaborar questões que são para mim programáticas. O tópico principal é a melancolia como fator do pensamento. Foi o meu livro mais livre, mais louco, mais feliz mesmo quando fala de coisas infelizes.
 
Filosofia Cinza
   
Escrevi Filosofia em Comum – para ler-junto (Record, 2008) para mostrar que filosofia é o modo de pensar de cada um que se qualifica e organiza, que aprende a se perceber e que, a partir daí, estabelece comunicação com o outro. Muitas vezes nosso pensamento nasce do pensamento dos outros, para afirmar ou negar o que o outro diz.  Filosofia não é história da filosofia, mas método, maneira, jeito. É muito mais uma criação coletiva, que se faz junto com o outro, pelo diálogo, pela conversação, do que uma teoria que tem a pretensão de dizer a verdade, ou que, pode ser aceita porque esgotou o assunto. Nas escolas e universidades as pessoas estudam história da filosofia como se a história já tivesse dito a verdade inteira. Melhor pensarmos nas possibilidades do tempo presente do que em simplesmente copiar o passado ou saber direitinho o que qualquer grande autor pensa só pelo prazer da erudição. Filosofia em comum é um livro dispositivo. Serve para ler-junto e, por isso, provoca a consciência do pensar junto. Acho que é uma introdução bem diferente. Foto: Hugo Curti


  Filosofia em comum - para ler junto
   
CRÍTICA DA RAZÃO E MÍMESIS NO PENSAMENTO
DE THEODOR ADORNO
Porto Alegre, EDIPUCRS, 1995


Este livro foi minha tese de mestrado em filosofia. Está publicado tal qual foi defendida em março de 1994. O conteúdo é escolar, mas interessante para quem gosta do filósofo que é, ainda hoje, um dos meus preferidos.

 

Crítica da Razão e Mímesis no Pensamento de Theodor Adorno
   
UMA OUTRA HISTÓRIA DA RAZÃO
São Leopoldo, Ed. UNISINOS, 2003


Uma coletânea de ensaios meus publicados em revistas especializadas em filosofia e também inéditos ainda muito relacionados com os meus estudos sobre o Iluminismo e a Escola de Frankfurt. Há um artigo chamado Os mortos e a filosofia da história, do qual particularmente ainda gosto. O artigo que dá título ao livro ainda está como questão nas minhas investigações.

 

Uma outra História da Razão
   
METAMORFOSES DO CONCEITO - ÉTICA E DIALÉTICA
NEGATIVA EM THEODOR ADORNO

Porto Alegre, Ed. da UFRGS, 2005


Reescritura de minha tese de doutorado defendida em abril de 1999. O livro foi publicado apenas em 2005, pois estava na fila da Ed. Da UFRGS. O livro procura mostrar a questão ética e da dialética negativa em um pensador conhecido pela sua relação com a música, a arte, a estética. Como todo doutoramento, foi uma travessia. O texto, todavia, é jovem, daquela época. Hoje escrevo bem diferente. Ainda estou aprendendo.

 

METAMORFOSES DO CONCEITO - ÉTICA E DIALÉTICA
   
OLHO DE VIDRO – A TELEVISÃO E O ESTADO DE EXCEÇÃO DA IMAGEM
Record, 2011

Olho de Vidro – A televisão e o estado de exceção da imagem tem a intenção de ser uma análise filosófica da televisão.
O livro inicia com uma exposição sobre as motivações autorais que o criaram, segue com três partes intituladas Olho, Tela e Distância, termos que funcionam como categorias a partir das quais se deve descortinar o fenômeno da televisão como prática estética.
Finaliza com uma discussão sobre as relações entre pensamento reflexivo e imagem a partir da oposição entre filosofia e televisão. Um dicionário de termos ópticos, o Opticário, oferece no epílogo uma reflexão quase lúdica sobre o que está envolvido nos atos ópticos que caracterizam uma sociedade visual. 
A intenção fundamental que levou à escrita de Olho de Vidro não é apenas o desejo de pôr em cena a problematização do ser televisual, o que se pode chamar de seu estatuto ontológico, mas a formação da subjetividade do telespectador em tempos de aniquilação da figura livre e reflexiva do sujeito. Do mesmo modo, o livro não pretende ser apenas uma fenomenologia crítica do televisual ou uma fenomenologia do estado de exceção à qual se submetem corpos telespectadores, mas também uma lembrança de que é preciso trabalhar por uma política entre lucidez e sensibilidade.
Com isto, Olho de Vidro, pretende ser mais que um trabalho teórico, uma colaboração com os que estudam, fazem e assistem televisão. A intenção de mostrar o que é o olhar biopoliticamente controlada não é apenas teórica, mas sinal de um comprometimento ético da teoria. Que se possa pensar no significado existencial da vida no contexto da sociedade do espetáculo, eis o que, neste livro, surge como tarefa filosófica.

OLHO DE VIDRO – A TELEVISÃO E O ESTADO DE EXCEÇÃO DA IMAGEM
   
FILOSOFIA POP – PODER E BIOPODER
Ed. Bregantini, 2011

Uma seleção de alguns artigos meus publicados na Revista Cult nos últimos anos ligados ao tema do Poder e do Biopoder. O livrinho é pra ser distribuído em bancas, mas enquanto isso não acontece, dá pra comprá-lo no site da revista:

http://revistacult.uol.com.br/home/blogs/compre/?p=846

 
FILOSOFIA POP – PODER E BIOPODER
 



 
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AS MULHERES E A FILOSOFIA
Antologia. São Leopoldo, Ed. Da UNISINOS, 2002

Este livro veio de uma aventura com colegas e amigas (Edla Eggert, teóloga e doutora em educação também professora da UNISINOS e Magali Menezes, professora de Filosofia que naquela época era minha colega no La Salle onde dei aula até 2005) que o organizaram comigo e que participaram do debate com o mesmo título num congresso da UNISINOS, universidade onde eu dei aula até 2005. O livro inaugurou a discussão sobre a questão das mulheres na filosofia em escala nacional.

 

AS MULHERES E A FILOSOFIA
   
O CORPO TORTURADO
Antologia. Porto Alegre
Escritos, 2004



Uma coletânea de artigos em torno do tema. Autores de diversas áreas, da literatura à picanálise, passando pela educação e a filosofia, escreveram sob seus pontos de vista sobre esse tema que foi mote de um congresso na já mencionada UNISINOS.

 

O CORPO TORTURADO
   
MULHERES, FILOSOFIA OU COISAS DO GÊNERO
2008, Edunisc

O livro é uma coletânea que reúne textos de algumas filósofas brasileiras (Suzana Albornoz, Virgínia Figueiredo, Lívia Guimarães, Magali Menezes, Bárbara Valle, Imaculada Kangussú, Maria Cristina Franco Ferraz, Jeanne Marie Gagnebin, mais alguns filósofos e a filósofa espanhola Célia Amorós), inclusive um texto meu em que tento fazer uma leitura biopolítica do conto de Branca de Neve. Foi organizado com minha ex-aluna Bárbara Valle que fez mestrado comigo na UNISINOS-RS e, depois de cinco anos a procura de uma editora, com diversos percalços aqui e ali, foi acolhido pela editora da UNISC e ganhou uma bela capa com detalhe de uma pintura da artista Maria Tomaselli.

 

MULHERES, FILOSOFIA OU COISAS DO GÊNERO
   
MARIA TOMASELLI

Maria Tomaselli foi publicado em 2009. Foram cinco anos de muita pesquisa desde a idéia até a realização do projeto que incluiu uma exposição retrospectiva dos mais de 40 anos de trabalho de Maria Tomaselli. Nele a trajetória artística da artista austro-gaúcha é mostrada por meio de fotos, textos analíticos e críticos. O livro não teria acontecido sem a participação fundamental de Denise Mattar a quem devemos a passagem da idéia à realidade. Do mesmo modo, só posso agradecer aos vários patrocinadores e ao MINC por meio da Lei Rouanet.

 

Maria Tomaselli
   
SEIS LEITURAS SOBRE A DIALÉTICA DO ESCLARECIMENTO
2009, UNIJUí

Este pequeno livro publicado pela Editora da UNIJUÍ em 2009 nasceu de um encontro de leitura do livro de Theodor Adorno e Max Horkheimer. Organizei-o com o amigo Rodrigo Duarte, professor da UFMG e o maior especialista em Teoria Crítica brasileiro, numa parceria muito agradável. A Dialética do Esclarecimento é um dos livros mais importantes da filosofia do século XX. As seis leituras propostas no livro servem de introdução a um livro tão complexo.

 

SEIS LEITURAS SOBRE A DIALÉTICA DO ESCLARECIMENTO
   
DIÁLOGO SOBRE O CORPO
Co-autoria com Ivete Keil.
Porto Alegre, Escritos, 2004

Foi um livro ótimo de escrever. O livro nada mais é do que uma espontânea troca de cartas com a co-autora que é antropóloga.

 

DIÁLOGO SOBRE O CORPO
   
DIÁLOGO/DESENHO
SENAC-SP, 2010


Este é o primeiro volume de uma série chamada DIÁLOGO que está sendo publicada pela Editora do SENAC SP. Trata-se de uma série de cartas que troquei com Fernando Chuí, músico e desenhista. Os próximos da série são Diálogo/Dança (Com Thereza Rocha) e Diálogo/Fotografia (com Luiz Eduardo Achutti). A intenção da série é buscar a relação entre Filosofia e Artes, fazendo pensar na nossa inventividade, criatividade e nas práticas de ensino relacioandas a essas áreas. A forma das cartas é agradável de ler e foi muito agradável de escrever.

 

DIÁLOGO/DESENHO
 



 
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FILOSOFIA BRINCANTE

FILOSOFIA BRINCANTE Filosofia Brincante é o meu livro de filosofia com crianças, como diz um amigo meu chamado Sérgio Sardi e que entende muito do assunto. Foi um prazer escrevê-lo e desenhá-lo junto com o Fernando Chuí – que é professor de desenho - que trabalhou comigo criando as imagens e ajudando a achar o texto mais verdadeiro para ser lido juntos com os desenhos. Não dá pra dizer que eu escrevi sozinha, nem que ele desenhou sozinho. Foi mesmo uma parceria "grafofilosófica" interessantíssima. Acho que conseguimos mostrar imagens-conceitos e conceitos-imagens para as crianças que já sabem que pensar é muito divertido. Assim como eu, crianças adoram esse livro. Muitos adultos me disseram que tinham comprado para eles mesmos lerem. Quer dizer, nem todo mundo esqueceu que pensar filosoficamente é um prazer imenso. Filosofia Brincante foi publicado em 2010 pelo selo Galerinha da Editora Record e teve duas edições, além de ter sido indicado ao Jabuti na categoria "Livro infanto-juvenil" em 2011.