Livros de Marcia Tiburi publicados


 
   

O Manto – Ornitomance das Berenices - Por cerca de sete anos estive envolvida na escritura de O Manto (Record, 2009), terceiro volume da minha Trilogia íntima. Magnólia e A Mulher de Costas são os volumes anteriores. Os 3 livros possuem um tema comum, a intimidade. Mas não precisam ser lidos em ordem cronológica. Cada um encontra uma metáfora para explorar o tema da intimidade: em Magnólia é a casa, em A Mulher de Costas é a travessia de um deserto, em O Manto são nove fitas gravadas guardadas dentro de um armário. Dos três, O Manto é o que acredito ser o mais bem resolvido do ponto de vista formal. É também o mais ousado. E embora possa não parecer num primeiro folhear de páginas, ele é muito lógico e até mesmo matemático. Me diverti muito escrevendo, embora tenha sofrido muito também.

 

 



 

Seis leituras sobre a Dialética do Esclarecimento - Este pequeno livro publicado pela Editora da UNIJUÍ em 2009 nasceu de um encontro de leitura do livro de Theodor Adorno e Max Horkheimer. Organizei-o com o amigo Rodrigo Duarte, professor da UFMG e o maior especialista em Teoria Crítica brasileiro, numa parceria muito agradável. A Dialética do Esclarecimento é um dos livros mais importantes da filosofia do século XX. As seis leituras propostas no livro servem de introdução a um livro tão complexo.

 

 



 

Maria Tomaselli foi publicado em 2009. Foram cinco anos de muita pesquisa desde a idéia até a realização do projeto que incluiu uma exposição retrospectiva dos mais de 40 anos de trabalho de Maria Tomaselli. Nele a trajetória artística da artista austro-gaúcha é mostrada por meio de fotos, textos analíticos e críticos. O livro não teria acontecido sem a participação fundamental de Denise Mattar a quem devemos a passagem da idéia à realidade. Do mesmo modo, só posso agradecer aos vários patrocinadores e ao MINC por meio da Lei Rouanet.

 





 

Mulheres, Filosofia ou Coisas do Gênero (EDUNISC, 2008, 224 p.) - O livro é uma coletânea que reúne textos de algumas filósofas brasileiras (Suzana Albornoz, Virgínia Figueiredo, Lívia Guimarães, Magali Menezes, Bárbara Valle, Imaculada Kangussú, Maria Cristina Franco Ferraz, Jeanne Marie Gagnebin, mais alguns filósofos e a filósofa espanhola Célia Amorós), inclusive um texto meu em que tento fazer uma leitura biopolítica do conto de Branca de Neve. Foi organizado com minha ex-aluna Bárbara Valle que fez mestrado comigo na UNISINOS-RS e, depois de cinco anos a procura de uma editora, com diversos percalços aqui e ali, foi acolhido pela editora da UNISC e ganhou uma bela capa com detalhe de uma pintura da artista Maria Tomaselli.

 





Escrevi Filosofia em Comum – para ler-junto
(Record, 2008) para mostrar que filosofia é o modo de pensar de cada um que se qualifica e organiza, que aprende a se perceber e que, a partir daí, estabelece comunicação com o outro. Muitas vezes nosso pensamento nasce do pensamento dos outros, para afirmar ou negar o que o outro diz.  Filosofia não é história da filosofia, mas método, maneira, jeito. É muito mais uma criação coletiva, que se faz junto com o outro, pelo diálogo, pela conversação, do que uma teoria que tem a pretensão de dizer a verdade, ou que, pode ser aceita porque esgotou o assunto. Nas escolas e universidades as pessoas estudam história da filosofia como se a história já tivesse dito a verdade inteira. Melhor pensarmos nas possibilidades do tempo presente do que em simplesmente copiar o passado ou saber direitinho o que qualquer grande autor pensa só pelo prazer da erudição. Filosofia em comum é um livro dispositivo. Serve para ler-junto e, por isso, provoca a consciência do pensar junto. Acho que é uma introdução bem diferente. Foto: Hugo Curti







 

A MULHER DE COSTAS

Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2006

A Mulher de Costas é inspirado na lenda gauchesca da Salamanca do Jarau contada por Simões Lopes Neto, autor gaúcho do começo do século 20. De tanto ouvir e ler esta história resolvi contá-la do ponto de vista de uma das personagens, a princesa moura encantada na forma de uma salamandra com uma pedra vermelha incrustada na cabeça. Conto como ela atravessa um deserto e enfrenta o encantamento na forma animal. Acho que o livro fala da travessia de cada um quanto ao seu próprio corpo e as opressões externas que tentam nos transformar no que não somos.  









MAGNÓLIA

Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2005


O primeiro da Trilogia Íntima a ser publicado. Foi escrito 3 vezes. É meu outro eu que ali fala. Ou eu nenhum. O leitor que me diga se quiser. O leitor brasileiro é muito curioso, pois ele já está na segunda edição.
 













METAMORFOSES DO CONCEITO - ÉTICA E DIALÉTICA
NEGATIVA EM THEODOR ADORNO

Porto Alegre, Ed. da UFRGS, 2005



Reescritura de minha tese de doutorado defendida em abril de 1999. O livro foi publicado apenas em 2005, pois estava na fila da Ed. Da UFRGS. O livro procura mostrar a questão ética e da dialética negativa em um pensador conhecido pela sua relação com a música, a arte, a estética. Como todo doutoramento, foi uma travessia. O texto, todavia, é jovem, daquela época. Hoje escrevo bem diferente. Ainda estou aprendendo.


 














O CORPO TORTURADO

Antologia. Porto Alegre
Escritos, 2004



Uma coletânea de artigos em torno do tema. Autores de diversas áreas, da literatura à picanálise, passando pela educação e a filosofia, escreveram sob seus pontos de vista sobre esse tema que foi mote de um congresso na já mencionada UNISINOS.


 














DIÁLOGO SOBRE O CORPO

Co-autoria com Ivete Keil.
Porto Alegre, Escritos, 2004

Foi um livro ótimo de escrever. O livro nada mais é do que uma espontânea troca de cartas com a co-autora que é antropóloga.







 







 









FILOSOFIA CINZA - A MELANCOLIA
E O CORPO NAS DOBRAS DA ESCRITA

Porto Alegre, Escritos, 2004


Meu testamento intelectual se é que tem cabimento em se falar nisso. Este livro carrega reflexões de anos. Foi um laboratório de pensamento onde pude reconhecer e elaborar questões que são para mim programáticas. O tópico principal é a melancolia como fator do pensamento. Foi o meu livro mais livre, mais louco, mais feliz mesmo quando fala de coisas infelizes.

 








 











UMA OUTRA HISTÓRIA DA RAZÃO
São Leopoldo, Ed. UNISINOS, 2003


Uma coletânea de ensaios meus publicados em revistas especializadas em filosofia e também inéditos ainda muito relacionados com os meus estudos sobre o Iluminismo e a Escola de Frankfurt. Há um artigo chamado Os mortos e a filosofia da história, do qual particularmente ainda gosto. O artigo que dá título ao livro ainda está como questão nas minhas investigações.



 

















AS MULHERES E A FILOSOFIA
Antologia. São Leopoldo, Ed. Da UNISINOS, 2002

Este livro veio de uma aventura com colegas e amigas (Edla Eggert, teóloga e doutora em educação também professora da UNISINOS e Magali Menezes, professora de Filosofia que naquela época era minha colega no La Salle onde dei aula até 2005) que o organizaram comigo e que participaram do debate com o mesmo título num congresso da UNISINOS, universidade onde eu dei aula até 2005. O livro inaugurou a discussão sobre a questão das mulheres na filosofia em escala nacional.
 
















CRÍTICA DA RAZÃO E MÍMESIS NO PENSAMENTO
DE THEODOR ADORNO
Porto Alegre, EDIPUCRS, 1995



Este livro foi minha tese de mestrado em filosofia. Está publicado tal qual foi defendida em março de 1994. O conteúdo é escolar, mas interessante para quem gosta do filósofo que é, ainda hoje, um dos meus preferidos.